Portal do Movimento COEP - Comunidade de Olho na Escola Pública

Em defesa dos alunos, das mães, dos pais e da comunidade

Gilberto Dimenstein e a Folha deveriam morrer de vergonha...


"Escolinha linha-dura é nota 2,57 no IDESP 2010."

Mais uma prova da ignorância e estupidez que grassam na imprensa brasileira.
O jornalista-pseudo-educador-aprendiz publicou o seguinte artigo no portal do jornal Folha de São Paulo: “USP deveria morrer de vergonha” (Folha.com, 12-09-2011). Ele divulga a estupidez de que a escolinha EE Carlos Cattony (Parelheiros) teria tido um melhor desempenho do que a Escola de Aplicação da USP...
Já tínhamos denunciado a estupidez do jornal Diário de São Paulo pela reportagem “Escola linha dura é líder no Enem” (Jornal Diário de São Paulo, 12-09-2011)... sendo assim, para sermos justos, também devemos denunciar a estupidez do jornal Folha de São Paulo e do jornalista-pseudo-educador-aprendiz Gilberto Dimenstein pelas bobagens ditas sobre a escolinha EE Carlos Cattony.
Uma mera lida na nota técnica do Instituto INEPto já serviria para levantar suspeitas sobre o resultado da escolinha EE Carlos Cattony: ela está na faixa dos 35% - só 14 dos seus 39 alunos fizeram o ENEM 2010.

O nosso artigo “Escolinha Carlos Cattony e a estupidez do jornal Diário de São Paulo” (MovimentoCOEP.ning.com, 13-09-2011) pode ser lido como “Escolinha Carlos Cattony e a estupidez do jornal Folha de São Paulo”, pois o jornal Folha também fez publicar a seguinte estupidez: “A escola da rede pública mais bem colocada no Enem 2010 na cidade de São Paulo --exceto as técnicas-- fica em Parelheiros (zona sul), um dos distritos mais pobres da capital e distante mais de 30 km do centro”. (Folha de S.Paulo - Foco: Melhor pública do Enem em SP não tem água encanada- 13/09/2011).
A única diferença entre o Diário e a Folha foi que, desta vez, a Folha não fez apologia a ditadura e nem elogiou uma diretora-durona-ditadora (a exemplo do que fez em 2009 ao elogiar o diretor-ditador a EE Lucia de Castro Bueno, de Taboão da Serra-SP).
Mas, para não deixar dúvidas sobre a estupidez reinante na imprensa paulista, a Folha ignorou até mesmo o seu fajuto ranking do ENEM 2010 e colocou, no mesmo saco-de-gatos, uma escola com 35% de participação e outra com 65% de participação. 38 dos 58 alunos da escola de Aplicação da USP fizeram a prova do ENEM 2010.


Dizer que o MEC e o seu instituto INEPto não informaram a nota da escolinha EE Carlos Cattony em 2009 é uma falácia... A Folha, assim como toda a imprensa, recebeu e tem os arquivos do ENEM 2009 distribuídos pelo INEPto em 2010.
No ano de 2009, apenas 8 dos 39 alunos da escolinha EE Carlos Cattony fizeram a prova do ENEM. A nota média não foi divulgada porque é necessário o mínimo de 10 alunos para que o INEPto divulgue as médias na prova objetiva e na redação.
Se o objetivo da Folha fosse apresentar um quadro real do desempenho da escolinha EE Carlos Cattony, bastaria consultar o IDESP 2009-2010 (foto acima).
Se a Folha perdeu sua cópia dos resultados do ENEM 2009, ela poderá baixar o arquivo deste link:
http://www.4shared.com/document/OuwI_vEu/enem2009_escolas.html


Esperávamos mais da Folha de São Paulo, principalmente que não brigasse com os números e informasse corretamente seus leitores e a população em geral.
No caso das escolas particulares, a Folha deveria informar que não dá para comparar escolas que escolhem seus alunos com escolas que matriculam todo e qualquer aluno...
A Folha deveria informar que tem escolas privadas expulsando ou reduzindo o número de alunos para “melhorar” o desempenho no ENEM...
A Folha deveria informar que tem escolas privadas que orientam os pais a contratar professor particular para os alunos com baixo desempenho...
A Folha deveria informar que tem escolas privadas que caçam alunos de outras escolas, até mesmo no meio do ano, para maquiar o seu desempenho no ENEM...
A Folha deveria informar que escola que não tem jornada em tempo integral é pura enganação.

A Folha de São Paulo deveria exigir que o governo federal, O MEC e o INEPto deixassem acessível a todos os dados sobre as escolas, inclusive o desempenho das escolas nos anos anteriores. Somente assim é que poderíamos ter uma real avaliação da evolução (ou involução) do desempenho do ensino médio no Brasil.

É um completo desserviço a forma como a Folha e a imprensa estáo divulgando os rankings fajutos das escolas no ENEM 2010. Isso só serve para a apologia do autoritarismo escolar e para o marketing das escolas que insistem em enganar alunos, mães, pais e comunidade.

As crianças brasileiras merecem uma escola pública de boa qualidade, com educação integral em tempo integral.

É isso.

São Paulo, 16 de setembro de 2011.
Mauro Alves da Silva
Movimento Comunidade de Olho na Escola Pública.
http://MovimentoCOEP.nng.com

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12/09/2011 - 08h49

USP deveria morrer de vergonha

Mais uma vez me sinto aqui obrigado a dizer que a USP deveria morrer de vergonha. É simplesmente inexplicável a posição de sua escola pública, gerida pela Faculdade de Educação, no Enem.

Não é apenas que ela fica abaixo de muitas escolas técnicas. Neste ano, ficou abaixo de uma escola de Parelheiros (Carlos Cattoni), que não é técnica, onde nem sequer tem água encanada. É uma das regiões mais pobres da cidade, onde falta tudo e sobra violência. Não há nada ali, rigorosamente nada, que lembre as riquezas culturais do campus da USP, que está na lista das melhores universidades do mundo.

A rigor, a escola de aplicação da USP deveria estar entre as primeiras do Brasil se soubesse aproveitar as infindáveis possibilidades de seu campus e experimentando métodos inovadores. De resto, sua clientela nem de longe se assemelha com a de Parelheiros.

É por fatos desse tipo que, entre educadores, cresce a visão de que as faculdades de educação estão longe da realidade e não sabem preparar professores para resolver os desafios de sala de aula, perdendo-se em teorias pedagógicas.

Gilberto Dimenstein

Gilberto Dimenstein, 54, integra o Conselho Editorial da Folha e vive nos Estados Unidos, onde foi convidado para desenvolver em Harvard projeto de comunicação para a cidadania.

Melhor pública do Enem em SP não tem água encanada PDF Imprimir E-mail
13-Set-2011


LUCCA ROSSI E RENATO CASTRONEVES - FOLHA DE S. PAULO



A melhor escola da rede pública da cidade de São Paulo -exceto as técnicas- classificada no Enem fica em Parelheiros, um dos distritos mais pobres da capital e distante 30 km do centro.

Entre particulares e públicas no município, a escola estadual Professor Carlos Cattony ocupa, no entanto, apenas a 210ª posição entre as 886 instituições ranqueadas, segundo dados do MEC.

Com 740 alunos, o colégio não tem muros pichados nem grades com lanças. Mas, como a vizinhança, não possui água encanada -caminhões-pipa abastecem o local.

A Folha ouviu pais, alunos e ex-alunos do ensino médio. Para eles, a dedicação dos docentes e a realização de simulados de vestibular a cada dois meses são os principais fatores do bom desempenho.

Para professores, o tamanho da escola, o fato de grande parte dos estudantes começar e terminar os estudos ali e a pouca troca de educadores também contribuem.

No mesmo bairro, a realidade da escola Dona Prisciliana Duarte de Almeida é bem diferente -está em 494ª entre as estaduais, uma das piores colocações. Com as particulares, vai para 837ª.

Pais e alunos relatam falta de professores e problemas de indisciplina.

A Secretaria de Estado da Educação disse que não comentaria os resultados.

Publicado na Folha de São Paulo, 13-09-2011

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- BOLETIM DA ESCOLA (Idesp 2007, 2008, 2009, 2010 e 2011)
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- De Olho no Conselho Tutelar

 

- IDEB - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - 2005, 2007 e 2009

 

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